sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Música, afinal...

Bom, nesse blog pode se refletir sobre tudo.

Mas a música é, sem dúvida, nosso assunto principal, e sobre o qual temos tudo a tentar entender.

Conversando esses dias com o maurício Keller, amigo de Goiás e do GAN, sintetizei mais ou menos aquilo que pra mim parece resumir os dois atributos básicos da música que é útil pra gente, útil pro nosso meio.

O primeiro atributo é uma boa mensagem. Não me parece necessário abordar abertamente os temas espíritas. Mas se estivermos falando de uma mensagem de bem, de otimismo, de amor, de amize e/ou de uma mensagem evangélica etc etc, esse primeiro objetivo estará cumprido.

O segundo atributo é, pra usar uma expressão da moda, ter "vibe". A música precisa dizer algo em sua harmonia, em sua vibração, em seu sentimento. É aquela coisa que te faz sentir antes mesmo de pensar ou refletir na mensagem trazida.

É claro que isso vai variar de gosto pra gosto. Uns vão se identificar mais com certas canções, outros com outras. Normal.

Mas me parece legal ter esse norte em mente, até quando selecionamos canções pra cantar no cotidiano das nossas Casas Espíritas, por exemplo.

E com isso não estou nem querendo entrar na questão sobre o que é ou não é música espírita, se é que existe um traço que a diferencia. Essa discussão é pra lá de complexa.

O friso desse post é apenas pra dizer que, de uma maneira ou de outra, a música me parece precisar ter mensagem e vibração. Isso pode parece óbvio, como é. Mas é que colocar isso de uma maneira simples tem um ótimo efeito pedagógico com a gente mesmo.

7 comentários:

Sader Chambela disse...

Rapaz... inclusive essa fórmula é muito boa para conquistar essa juventude que participa das mocidades e encontros espíritas.

Marco disse...

Concordo Denis. Essa tal "vibe" que tu te refere, faz, sem dúvida,uma grande diferença.

Toninho disse...

É incrível como por mais que alguns tentem não conseguem definir o que é e o que não é música espírita, e qual "vibe" ou qual mensagem pode ou deveria poder ser transmitida nas casas e encontros espíritas.

Acredito que o rótulo neste ponto, como em quase todos é algo inútil, porém o ponto é saber distinguir o que é válido e o que não é válido transmitir em tais espaços, pois muitas vezes é uma questão mais pessoal, não acha?

Denis disse...

Olá, meus caros.

Toninho, é isso aí, vc tocou na ferida. Qualquer definição é extremamente pueril, justamente porque, no fim das contas, tudo vai ficar na dependência do gosto de cada um.

Estamos em tempos em que vige a liberdade. Nada pode ser refutado de antemão, por exemplo. Imagine-se alguém dizer que música com determinados instrumentos não pode trazer essa "vibe" boa. Ora, pra alguns isso pode acontecer.

Daí que eu acho que o que é interessante é a gente perceber o papel desses elementos em determinada música pra cada um, em particular. Quando eu componho uma música, procuro estar atento a isso, a observar se aquela música "convenceria" a mim mesmo, digamos assim.

De resto, realmente é puro rótulo. E eu acho que o bacana é a gente não perder a perspectiva de que a arte merece de nós a maior depuração possível, sempre com vistas à tentativa de veicular o que de melhor pudermos, em termos de sentimento e mensagem. Na medida do possível, identificar esses elementos é já uma forma de estar atento a eles de modo mais concentrado, sem deixarmos de pensar nessas potenciais nuances.

Abraços!

Pense no Bem disse...

Olá Denis,

Primeiramente parabéns pelas excelentes músicas.
Nos encontramos uma vez na Cidade da Fraternidade em 2006 (eu estava na caravana do amor - RJ) onde vc nos presenteou com a música Pedro. Bom fico muito feliz em vc trazer a música que tanto enobrece a Doutrina.
Thiagochristofoli@hotmail.com

Denis disse...

Olá, meu caro, td bem?

Bom, aproveitando a lembrança de Pedro e da Cidade da Fraternidade, veja no link a seguir, se aind anaõ conhece, um video dessa música sendo cantada lá na Cifrater, com a presença da Vanessa.

http://www.youtube.com/watch?v=ukdxYXgKSzY

Grande abraço e obrigado pelas palavras!

Roney disse...

Eu como músico há mais de 10 anos, já toquei diversos estilos, pelo prazer de tocar e estar entre amigos. Sempre gostei de compor, me expressar, e sempre tinha um objetivo, mas não entendia... depois de passar por muuuitas bandas, entendi que faltava era esta boa mensagem, que raramente tem em alguns estilos atuais... ( a maioria é mais melancólica, não te coloca pra cima)

Então comecei a mudar, comecei a me envolver mais com a música espírita, e entendi que ali era o meu lugar.

Este primeiro atributo está contido também em outras músicas, não só espíritas, por isto hoje há até uma "mistura", como cantarem Régis Danesse em mocidades... puxa vida, apesar de precisar de parenteses, aquela música do "Raul Seixas" - Tente outra vez.... caramba, é perfeita... te coloca pra cima mesmo, tem esta boa mensagem, a vibe...

Esta VIBE, acredito que seria o que muitos chamam na música de FEELING não? O sentimento que você impregna, faz com que o ouvinte sinta quando inicia a música... umas dá vontade de pular, outras de chorar.

Acredito que teremos muito na música espírita ainda, a música em si tem muitos afluentes, e hoje vejo poucos ganhando espaço. Por exemplo, a maioria dos grupos são voz e violão, por que não um Rock para chamar os adolescentes??? Claro que não combina com certos ambientes, mas pode ser criado um ambiente. Já existem alguns raros grupos. Mas sobre estilos músicais, isto é outra discussão complexa...rs... mas a música espírita se encaixa em todos, na minha opinião, isto é liberdade de expressão.


Agora, ok, concordo, não precisa ter necessariamente temas espíritas... mas acredito que é bom ter pelo menos algumas, pois podemos nos perder neste caminho... de músicas apenas bonitas.


Finalizando, concordo plenamente, levei anos para entender isto tocando outras coisas, é necessário ter uma mensagem que DEIXE ALGO PARA O OUVINTE REFLETIR e uma vibração QUE FAÇA ELE SENTIR o que está refletindo. Esta não é minha fórmula ou definição para música espírita, nem ouso fazer isto, mas sim a fórmula para uma boa música para o espírito.


obs.: Se o denis me permitir, e sei que sim...rs... na radio fraternidade www.radiofraternidade.com.br todo domingo as 17h temos uma entrevista com músicos espíritas, conversando sobre diversos temas e em breve teremos debates sobre assuntos e estudos de letras, quem gosta do assunto, ouça e aproveite!

Bem, é isto, muita paz...

E caminhem na luz!!!

Rone